O governo do estado deve anunciar, nesta segunda-feira (1º), o “plano de convivência” que deve permitir, ao longo de 11 semanas, uma flexibilização nas medidas de isolamento social. Em entrevista ao NE1, o secretário estadual de Saúde, André Longo, falou sobre os estudos que nortearam as ações governamentais.

“Nós estamos acompanhando diariamente os indicadores. Nós acreditamos que, neste momento, pelos dados que têm sido levantados tanto pela secretaria estadual de Saúde como por algumas instituições como o IRRD [Instituto para Redução de Riscos e Desastres] e o Lika [Laboratório de Imunopatologia Keizo Asami], como a escola de higiene e medicina tropical de Londres, nós atingimos um patamar da curva epidêmica da doença de estabilização, uma tendência de estabilização. E isso faz com que a gente possa dar esse passo”, disse ele.

Segundo André Longo, no entanto, é preciso que as pessoas continuem respeitando a quarentena, porque existe um dinamismo grande na curva epidêmica.

“É bom dizer que há um dinamismo muito grande nesses estudos, nesses dados. E a gente precisa manter o isolamento social ainda, manter o distanciamento, as medidas de higiene, da etiqueta respiratória. Mesmo que nas próximas semanas a gente planeje uma retomada de atividade econômica. É muito importante que o comportamento social com alguma restrição seja mantido para que a gente possa ter semanas mais tranquilas no próximo mês”, afirmou.

Segundo Longo, a fase ainda é preocupante e as pessoas não devem relaxar. “Precisamos fazer análises e monitoramento diário dessa situação, para indicar quais os próximos passos que serão dados, inclusive em relação a alguma flexibilidade das atividades econômicas”.